sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vida e Arte de quem imita quem? João Estrela





Bienal do Livro São José dos Campos


Entrevista: 10/04/2011


João Estrela: Vida e arte: Quem imita quem?


João Estrela é do personagem real do Best- seller “Meu nome não Johnny”. João, depois de ser páginas amarelas de Veja, viaja o país fazendo debates e shows em faculdades, colégios empresas e tribunais de justiça, alertando jovens e professores, pais e juízes e empresários sobre a importância do diálogo e dos cuidados a serem tomados com as drogas.


Relata em sua palestra o lançamento de seu livro de poesias, nos próximos meses juntamente coma a peça teatral, sobre vida já conhecida em livro e filme “Meu nome não é Johnny”.


Hoje atua como produtor, de bandas famosas, não trabalha com músicos que fazem apologias, e possui o respeito da sociedade, aos 14 anos iniciou sua história como usuário de drogas, perdeu o pai com 19 anos, sendo um usuário sem limites. Antes de ser preso já havia deixado de usar drogas por um ano, e pensava em largar, para conseguir “liberdade”, esteve preso em uma instituição federal no qual ficou em abstinência por 4 meses (fundamental) para sua recuperação, e logo depois em um manicômio presídio onde conta que o acesso era facilitado por todos, onde decidiu mudar de vida, sofreu atentados à morte e depois de alguns tempo ganhou a confiança de trabalhar para diminuir sua pena, não teve tratamento especifico, hoje em dia não fuma e não bebe. Conta que sua experiência se deu pela desestrutura familiar, além, curiosidade de testar drogas mais pesadas e influência dos amigos. Esclarece que vender drogas não estava em seus planos, mais ganhou proporções que ele não teve controle, levando a escala industrial.


Atribui sua fama uma parte pela música, e pós-filme. Entre seus projetos atuais está o trabalho para contribuir com uma clinica virtual, e busca patrocínio. No momento não contribui com ações sociais diretamente, além de suas palestras.


Perguntado sobre as drogas licitas, respondeu que o álcool é mais preocupante por ser liberado e facilitador, e o crack é uma epidemia, que deve ser combatida com campanhas Governamentais mais eficazes corpo a corpo de forma maciça.


“Se alguém demonstra indiferença e começa a se envolver com drogas, o tratamento deve ser feito juntamente com sua família, o problema pode ser familiar”. “Dependência química, é física e psicológica”


Em 2002 Guilherme Fiúza, procurou João para narrar sua história, em uma média de 30 horas de gravação, obteve as informações competentes para o livro. O Filme não foge a temática do livro, o poder do trafico está nas armas (conta João). Buscou logo depois a ajuda de profissionais que diagnosticaram que João é considerado compulsivo. Hoje em dia sua família se orgulha de seus feitos e acompanha a sua carreira.










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